terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Lucidez surreal sentida


Não acredito...
Na minha idade, nem na idade dele.

Não compreendo...
Como me sinto igual, como o vejo tão meu.

Não considero...
Que onze anos possam já ter passado.

Como é isso possível se eu me vejo tão miúda... apenas caio em mim quando olho para ele e o vejo tão crescido.

Sou obrigada a fazer contas, a ver que cada vez mais ele será mãe-ó-independente, irá construir os sonhos dele, terá os seu próprios obstáculos e fará a sua própria vida, a sua própria família...

Tal qual como eu fiz................................ ontem!
É isto que sinto, a leveza do passar do tempo, que teima em caminhar na vida dos meus filhos de uma forma inaudível e imperceptível, que me desorienta o ego e que mortifica a essência do meu viver...
Sinto que acordei adulta, completamente estremunhada.
Sou sacudida por lembranças do outrora meu bebé, para crer que aquele ser quase do meu tamanho, com pensamentos seus, ideias suas e a iniciar as suas justificações, é realmente meu filho.
Noto nele tudo o que lhe ensinei.
Encaixei-lhe o melhor de mim e o melhor que aprendi e ouvi.
Ele reformulou e tornou-se ainda melhor, com virtudes incomensuráveis, personalidade própria e sentido de humor e de responsabilidade. Simplesmente impossível de repetir o molde.
Julgo que o preparei bem para a entrada na adolescência, na montanha russa de novos sentimentos, novas sensações, novas ambições e novas batalhas.


..........

E assim, da mesma forma que me abismo com o ser mãe de um rapaz de 11 anos, consigo encher-me de força para o libertar ainda mais para o mundo.

.........

E assim, estamos a 4 dias da comemoração do seu décimo primeiro aniversário... e é impressionante a velocidade com que este último ano passou por mim, por ele, por nós.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Friorenta assumida

É por estas e por outras que a minha querida sogrinha me deu esta ma-ra-vi-lha!

Adeus pés frios!!

Até dorme comigo :D
Sim, porque isto de nem sempre se ter um aquecedor-humano-vulgo-marido, sempre a jeito para me aquecer os pés, tinha que acabar!

É chato porque não posso sair do mesmo sítio, ok! mas compensa imenso o mau estar de se ter os pés gelados, que eu cá tenho muita má circulação e ando sempre com os pés e pernas gelados.
É bom porque o tempo que uma pessoa leva sentada ao computador, dá para estarmos quentinhas!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Salvamento - um final feliz


Não senti medo
Não senti as mãos a tremerem
Nem senti que andássemos em câmara lenta
E isso fez-me sentir que estava a ser guiada
.
Consegui acudir uma pessoa dentro de um carro capotado.
.
A visão é aterradora, mas fui invadida por uma calma que me permitiu ajudar com consciência dos meus actos.
As portas estavam trancadas e eu fui a 2ª pessoa a chegar, enquanto a 1ª pessoa (homem) corria a pé em direcção ao carro, eu encostei o meu carro e corri também.
O senhor de idade estava consciente e não estava ferido, mexias as pernas e os braços, debatia-se para tentar sair, assustado.
Sentiu-se assustado, sem compreender como tinha acontecido o acidente (sózinho).
O carro estava trancado, mas felizmente era um carro antigo e a porta da bagageira estava aberta, foi por aí que consegui baixar os bancos dando espaço para que o outro senhor conseguisse baixar o banco do velhote, de forma a se conseguir puxá-lo para fora do carro.
Entretanto chegou um carro da polícia prisional e ao vê-lo pedi que ajudasse a puxar o senhor (pois pesava muito e o guarda prisional tinha "bom cabedal").
Conseguiu.
Coloquei a alcatifa do porta bagagens no chão para sentarmos o senhor.
Nessa altura chegou uma enfermeira que falava com o senhor e disse que não havia necessidade de o deitar).
Alguém chamava o 112.
Tirei o triângulo e coloquei-o na via de forma a trancar a estrada - que é estreita.
O senhor disse que tinha uma filha mas que não era preciso chamá-la, para ela não se preocupar.
Estava muito preocupado com o estado do carro.
Alguém disse - eu não tenho saldo quem é que pode ligar para a filha do senhor?
Eu! disse imediatamente eu.
Nessa altura vi aquilo que nunca tinha vivênciado... um molho de uma dúzia de pessoas a dissipar-se.
O cartão era antigo e o número do local de emprego da filha já não existia ou estava desactualizado, porque ninguém atendia de nenhum dos 2 números do cartão.
Chegava a ambulância do INEM e o carro dos Bombeiros.
Liguei para um outro Hospital do mesmo grupo e consegui o novo número.
Liguei e esperei até que me atenderam. Expliquei a situação de acidente de capotamento com um senhor de idade, depois da telefonista me confirmar que a filha trabalhava lá, mas que há 6ª feira não. Que bom, pensei eu! Voltei a explicar à telefonista que era necessário que um familiar se responsabilizasse pelo senhor. Deixou-me á espera mais de 6 minutos e acabou por me dizer que não podia dar o contacto da filha, mas que eu lhe deixasse o meu contacto que ela iria tentar contactar a filha do sinistrado.
O paramédico perguntava-me se já tinha conseguido falar com a filha.
Ouço alguém comentar que o senhor já tinha 92 anos e que não compreendiam como ainda conduzia.
92 anos?! nunca pensei que tivesse tanta idade.
O senhor J estava consciente, falava bem, tinha a pressão só um pouco elevada e continuava a não querer que falássemos com a filha.
A GNR já estava no local.
Liguei ao meu pai para me dar o número da assistência em viagem da companhia de seguros do senhor J, que apenas tinha os dados do exterior da viatura.
Voltou a ligar-me e eu anotei o número.
Liguei para a assistência em viagem. Perguntas sem sentido após explicar a situação complicada de capotamento. Ficaram com os meus dados que me voltavam a contactar.
Junto à ambulância o GNR confirmava que a carta de condução do senhor J caducava em Abril.
5 minutos depois recebia o telefonema deles onde insistiam que tinham que saber o nome do senhor, corri para a ambulância e confirmei o nome, perguntava alguém do outro lado da linha para que oficina queria que o carro fosse, aqui eu recusei-me e voltei a explicar a situação do acidente, ao que a moça me respondeu que o senhor tinha o seguro da ACP e que iriam enviar o reboque, depois logo diriamos para onde deveriam levar o carro.
Ao olhar para dentro da viatura vejo uns cadernos e tendo em conta que o senhor J não tinha telemóvel, pedi ajuda ao bombeiro para ir dentro do carro ver os cadernos.
Ele tirou-me os cadernos e deu-mos.
Ao folheá-los rápidamente mas atentamente pude-me aperceber que o senhor J tinha uma visão óptima pois escrevi direito cartas, memorandos, notas e até jogos com números, em tamanhos bem pequeninos alguns deles, com vários bolhetins de totoloto.
No 2º caderno, a meio estava uma carta onde no fim dizia "a minha querida filha 21------".
Liguei directo.
Atendeu a empregada, expliquei que tinha havido um acidente com o senhor J, que estava bem mas que precisava de falar com a filha.
Ouço alguém a correr e um "tou!", calmamente disse "dona T peço desculpa, mas houve um acidente de carro com o seu pai, ele está bem não tem qualquer ferimento, mas precisamos de um familiar ...", "sim onde é que está o meu pai?! mas ele está mesmo bem? por favor não deixe que levem o meu pai para o hospital CCG que eu vou já para aí! por favor eu não conheço isso diga-me por favor como eu vou para aí" "pela auto estrada".
Comuniquei à GNR, aos Bombeiros e ao Inem que já tinha encontrado a filha e que ela vinha já.
Trânsito cortado, transeuntes curiosos e a opinar sentenças idiotas.
Os bombeiros e os GNRs conseguiam virar o carro e empurrá-lo.
Caiu direito, empurraram-no para a berma (junto ao meu carro).
O INEM estava inquieto porque não podiam esperar mais.
A filha ligava para mim constatemente.
Perdeu-se, um amigo meu que morava lá perto tentou explicar à filha como ela podia encontrar o caminho.
Pior a emenda do que o soneto...
Entretanto vejo os bombeiros a entrarem dentro do carro e a dizerem-me que a ambulância vai para o Hospital e que não podem esperar mais.
A filha ao ouvir gritava do outro lado, para que eu não deixasse, que aquele hospita era terrível, que ela levava-o onde ela trabalhava e que lhe fazia os exames todos.
Corri e não vi a ambulância.
A filha não sabia explicar onde estava.
Sentia-a nervosa, sabia que estava a conduzir.
Tentava acalmá-la, ela perguntava imensas vezes se o pai estava mesmo bem, sim está!
Vi a ambulância que afinal tinha se encostado na berma e aguardava por mim.
Pedi-lhes para esperarem só mais um pouco, pedi ajuda ao GNR para orientar a filha até ali, então ele falou com ela e foi ter com ela.
O paramédico conversava comigo que se o senhor J não estivesse assim bem ele nunca poderia esperar.
Nessa altura chegava o reboque, tive que ir tirar o meu carro para que ele pudesse levar o carro.
A chave estava com o GNR que tinha ido buscar a filha, a oficina a filha já lhe dizia qual.
Chegam eles, vou para junto da ambulância.
O carro da filha pára atrás da ambulância e corre para abraçar o pai que estava fora da ambulância de pé.
Ela olha para mim e diz "é a Diana?", sou digo eu e recebo em troca um abraço apertado e um muito obrigada dito com a alma.
Percebi apenas naquela hora que a filha já era uma pessoa de idade e lembrou-me de ter pensado que deveria ter ido ter com ela em vez de lhe ter dado instruções por telefone. Era mais do que normal ela estar nervosa demais para processar informações de caminhos.
Mas estava tudo bem.
O reboque encostava mais à frente já com o carro.
Ajudei a abrir a porta para colocar o senhor J dentro do carro da filha T.
Sou médica, dizia ela aos paramédicos e autoridades, e vou levá-lo já para o HC para fazer uma TAC e uns exames.
Despedi-me e vi naqueles olhos de filha uma gratidão verdadeira.
Desejei um resto de bom trabalho aos GNRs e aos paramédicos e fui para o meu carro.
Hoje enviei um sms à filha-doutora-T a perguntar se tinha tudo corrido bem com o pai J.
Ligou-me a agradecer mais uma vez, disse que tinham feito todos os exames e que o pai J estava muito bem, voltou a agradecer dizendo que já não há muita gente como eu, disposta a ajudar. Disse que ela era médica, o marido também e o filho era advogado, se eu algum dia precisar de alguma coisa, que lhe ligasse que ela teria todo o gosto em ajudar. Agradeci e disse que o importante era o pai J estar bem. Um bom ano e muita saúde e obrigada! foram as últimas palavras que lh ouvi.
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Retiro de todo este episódio da minha vida os seguintes ensinamentos:
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- em acidentes existem muitos mais curiosos neutros e curiosos maus, do que pessoas dispostas abdicar do seu tempo e alguns euros (gastei 1h30 do meu tempo e mais de 5€ de saldo do telemóvel para verdadeiramente - ajudar!
- em acidentes esse tipo de curiosos fazem histórias inventadas, dão nomes falsos às vítimas, inventam-lhes moradas, matam-lhes familiares, querem ver não sei bem o quê, sem interesse nas vítimas. Hoje ligaram-me a dizer que já se dizia pelos cafés que o senhor J tinha morrido (dái o motivo incluso do meu sms hoje para a filha T)
- Num acidente não é preciso público mas sim gente que ajude! Quem estiver a mais é favor seguir a sua vida! Quando precisaram de ajuda para virar o carro, tudo ficou parado de braços cruzados a ver, sem dar uma ajudinha!
- Tanta gente a olhar e a ocupar espaço sem necessidade!! não lhes consigo dar justificação para tal acto! juro!
_
- Ao ver e presenciar o que vi e senti ontem, pude confirmar aquilo que a filha T me disse hoje, mas só espero, tal como lhe disse a ela, que se eu ou algum dos meus um dia precisar de ajuda, que esteja no local alguém guiado como eu fui ontem, capaz de verdadeiramente ajudar.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Enferrujada


Os meus miúdos estão enormes!

O meu "piqueno" faz amigos em todo o lado, implica com o irmão, come bem (até laranja, diz ele todo orgulhoso. na escola), é extremamente carinhoso, já sabe escrever o nome dele e o do irmão.

O meu "grande" está quase do meu tamanho, anafadinho qb, bom aluno, continua super respondão, deixa-me cheia de orgulho por atitudes e comportamentos que tem, implica com o irmão por tudo e por nada.
E os 11 anos aproximam-se rápidamente...



Estas fotos foram algumas das escolhidas para os quadros que fiz com eles até à idade de 5 anos. Fazer e organizar leva muito tempo, mas o resultado final foi estonteante! pode-me ter dado imenso trabalho, mas cada vez que olho para os mega-quadros, acho-os divinais, recomendo!



... às vezes apetecia-me falar aqui, com a mesma avidez de outrora.
Mas as prioridades têm sido outras e a vontade tem se reduzido.
Enquanto que noutros tempos falar aqui era uma terapia eficaz para o meu bem estar psíquico, hoje essa necessidade dissipou-se.

Nada de adeus, apenas um apontamento.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Julgamentos anuais


2009 não foi generoso, nem simpático, nem alegre para mim.
Trouxe-me gente que me desapontou, manteve gente que me desaponta e levou-me gente que nunca me desapontou.
Portanto para mim, 2009 foi muito injusto.
No final de 2009 pude experimentar sentimentos muito pesados e até impensáveis para muita gente.
Quero crer que parte deles me irão ajudar a suportar uma dor maior que se avizinha. Mas viver diáriamente com a certeza de um futuro tem 2 vertentes - a de querer aproveitar cada minuto não como se fosse o último, mas como se fosse o mais importante - e a de me assustar com a presença da morte que tem tanto de natural como de revoltante.
Quero que 2010 me traga força, preserverança, saúde e paciência para conseguir lidar com mais uma ano de aprendizagem de novas conquistas e de novos dissabores.
Quero que 2010 seja muito afectuoso e cheio de saúde para os meus, que lhes dê a eles um eu melhor.
Amén

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Paranormalidades


São fenómenos que nos podem atingir.
São pormenores que nos incomodam.
São situações que nos assustam.
São coisas que se agarram.

É preciso algum jogo de cintura para se enfrentar apontamentos estranhos que planam nas nossas vidas.
É preciso ajudar para nos tranquilizar.

Sou sortuda porque sempre foi um detalhe que fez parte da minha família, por isso tenho uma facilidade em crer mesmo sem ver.
Respeito imenso.
Básicamente porque tenho medo! essa é que é a verdade.

Desta feita tocou-me de perto.
Desta feita já fiz o que tinha a fazer e quer acredite ou não, as melhorias estão visiveis.
Já vou começando a ter o meu marido de volta e é só isso que me importa
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Acreditar num futuro ditado parece algo irracional e descrente.
Quando nos toca a nós, o vermos acontecer algo que há anos atrás alguém nos havia dito que iria acontecer, faz-me crer, respeitar e tentar organizar-me para o futuro.
Ter na familia uma pessoa demasiado querida, transmite-me paz e segurança, ou seja ajuda-me a acreditar sem segundas intenções.

A minha primeira vez foi há 6 anos atrás, agora quis saber como será daqui a 5 anos.
E soube.
Tudo o que há 6 anos me foi dito, aconteceu.
O que me faz tentar me preparar para o que ainda me está destinado. Sem maluquices porque o prognóstico não é cor-de-rosa, mas já o "outro" dizia "quando se fecha uma porta, abre-se uma janela". E é um pouco assim.
Quando somos só nós a coisa até se leva, agora quando um dos nossos filhos está envolvido, já custa um bocadinho, não é nada de mal, apenas uma decisão minha irá magoar o meu filho.
Terei que ter algum cuidado, pois estou a criar uma pessoa, que ficará marcada para sempre pela educação que eu lhe der.
Vai-me obrigar a passar por uma privação tremenda. Mas que estranhamente me está a dar força para me preparar e para poder amparar os meus filhos.

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sábado, 5 de dezembro de 2009

Fantasias


Ainda sonho muito
Sonho acordada

Sonho vidas irreais com pessoas reais
Sonho situações possíveis numa realidade fantasiada

Falo sózinha
Tenho conversas com os meus sonhos

E gosto
Gosto deste meu segredo

Não tenho medo de mudanças
Apenas tenho que ponderar as condições para essas mudanças

Existem alturas em que me sinto mais lucida
E vivo apenas a minha vida real

Outras alturas sonho acordada
Uma vida que estaria disposta a ter.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sem explicação


Filho, o que te aconteceu ontem não se explica, apenas se agradece.




Quase todas as mães e pais podem contar um ou outro episódio nas suas vidas em que vivenciaram um milagre.
Quando tudo apontava para um desastre, heis que sem qualquer tipo de explicação científica um filho sai isento de quaisquer marcas a um acidente em que poderia ter ido parar a uma cama de Hospital.

Posso dizer que eu já vivenciei alguns bons milagres, com os meus filhos, e sempre que tal acontece tenho a percepção imediata de que acabaram de salvar a minha vida - o meu filho.
Enquanto embalo o susto nos meus braços, agradeço.

O primeiro milagre nunca se esquece - tinha o meu Rafael cerca de 5 dias de vida e estava a dormir tranquilamente na alcofa. Eu vou buscar o óleo (500ml - cheio) à mesinha de cabeceira mesmo junto à alcofa. Passo o óleo a cerca de 30 cm da sua cabeçinha e o frasco escorregou-me da mão. Ouço o barulho do frasco cheio a bater-lhe na cabeçinha de lado.
O milagre aconteceu de tal forma que ao pegar instantaneamente no frasco, o meu filho nem um choro deu, nem com uma marca ficou.
E eu agradeci e chorei muito também porque nunca tinha vivenciado nada igual...

Ontem a minha sapateira espelhada com 180cmx90cm cheia de sapatos, caiu em cima do meu Afonso.
Ele como está rouco pouco conseguiu chorar.
O tempo que parece andar tão devagar naqueles momentos, deixou-me tentar tirar-lhe o móvel de cima, quando a parte de cima do móvel estava a atravessar-lhe o corpo (cabeça, braço e as pernas estavam todas por baixo).
Quando agarrei no móvel e senti aquele peso imenso pensei que ele tivesse partido no mínimo um braço, pois seria impossível alguém safar-se assim, porque nem no meio ele ficou, é que apanhou mesmo com o móvel na pior parte possível.
Não consegui elevar o móvel na totalidade apenas o suficiente para que ele conseguisse sair... e ele conseguiu sair arrastando-se.
Fiquei surpreendida por ele ter conseguido porque senão não saberia como o tirar de lá, estávamos no corredor, não poderia pôr o móvel de lado e com ele ali mesmo não conseguiria erguer o móvel.
Peguei nele e tentei enfiá-lo dentro de mim e protegê-lo de qualquer mal...
Queixou-se de um cotovelo que pouco ou nada estava vermelho e explicou que estava a tentar abrir uma gaveta.
Na zona onde lhe caiu todo o móvel nem um vinco... nem uma marca... nada!
E eu agradeci e enquanto eu agradecia incrédula ele quis sair do meu cólo e brincar para o quarto.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Encarecer a educação dos nossos filhos

Ontem enquanto apreciava a reportagem da RTP1 sobre diferentes formas de perceber a procriação, deparei-me com algo que me arrepiou a espinha, o facto de apenas 1 criança de 9/10 anos gastar cerca de 1.000€ mensais só para sua auto contemplação.
Não considero que quanto mais se gasta com um filho, melhor serei eu ou será ele no futuro.
Se educar fosse assim tão linear tudo seria mais fácil de resolver.
Já por várias ocasiões pude constatar que o comboio da vida, muitas vezes não segue a direito, existem curvas no seu percurso e muitas vezes elas são tão apertadas que nos derrubam.

O ser humano tem uma característica universal - o facto de se habituar fácil e rápidamente ao que é bom, prazeiroso, agradável e fácil, quando acontece o contrário o seu eu interior, a sua força é que marcam a diferença.
Um dia podemos não ter tudo, podemos não ter como nem o que escolher, mas temos que ter a capacidade de nos levantarmos batalhando.

Assustou-me aquele valor, confesso. Imaginar que um ser que desde que nasceu vive para si mesmo, aprendendo que basta sonhar e pedir que terá, que conseguirá, sem qualquer tipo de esforço.
Assusta-me apenas o factor global daquela situação e não o pessoal daquela família.

Educar é colocar em pontos, um objectivo final.
Cada ponto significa algo que o educando tem que aprender sózinho, com ajudas é certo, mas aprender é algo individualista e único, para que possa funcionar uma qualquer aprendizagem.
O objectivo é o seu encontro com algo do seu eu interior (educando), sejam apetências sejam interesses.
Educar é sim estimular, mas não só o factor externo.
Materializar a educação torna o educando pragmático, materialista, egocêntrico e individualista.
Racionalizar a educação torna o educando analista, solidário, ponderado e abrangente.

Sei que nem sempre existem boas escolas públicas ao virar da esquina, mas com toda a certeza que num raio de 10 km encontrarão uma, que valerá a pena os km diários.
Actividades extra curriculares com valores simpáticos e acessíveis encontram-se igualmente em escolas públicas boas.
Para quem é céptico, podem acreditar que efectivamente existem!
Se existe muita mistura de raças, educações e culturas nas escolas públicas? pois concerteza, tal qual qualquer parte do Mundo.
Tornar o nosso filho capaz de manter os seus valores e respeitar os outros, sendo capaz de se fazer respeitado é um dos objectivo de educar.

Não sou drogada, não sou mãe solteira (daquelas que têm um companheiro mas que não o assumem perante a segurança social, nem daquelas mães solteiras que são divorciadas e recebem pensão de alimentos, nem daquelas mães solteiras que engravidaram e nunca mais souberam do pai da criança), não sou cigana (daquelas que vivem em barracos junto aos postos de elctricidade e fazem uma puxada), não!
Sou uma pessoa completamente normal, que me enquadro na grande maioria das famílias portuguesas que não vivem na pobreza mas que também não pertencem ao estatuto daqueles que ainda sobra dinheiro para umas férias fora do país.

Posso dizer que mensalmente gasto com os meus 2 filhos 180€, que incluí:
Rafael (08h00 - 17h00) A escola está aberta das 07h30 às 20h00 sem custos acrescidos
= escola pública de qualidade + almoço + lanche + basket + informática + dinheiro no cartão da escola + telemóvel
Afonso (09h00 - 18h00) Sim, aqui requer alguma flexibilidade de horário (no 1º ano será melhor)
= ensino pré escolar público + prolongamento + férias escolares + almoço + lanche + natação + tai-chi

Posso acrescentar umas idas ao cinema, uns fast-foods, umas gomas ao fim de semana, uns livros, uns jogos, uns brinquedos, como complemento materialista.
Posso também acrescentar uns passeios em família, umas pescarias, umas pedaladas, uns jantares e cafés com amigos, umas visitas a familiares, como complemento racional.

Claro que nem sempre em quantidade que EU OU ELES QUERÍAMOS, mas tento organizar o melhor que consigo o tempo, os horários, as disposições e as verbas disponíveis, para que possamos ser hoje mais felizes do que ontem!



segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A gripe A e as Escolas dos meus



Hoje senti algo quando o meu Rafael me diz:

"mãe! sabes quantos colegas meus já apanharam a gripe A??"

(gluppp, então e aquela cena de se contar quantos já foram "apanhados pela gripe A, na Escola!????)

"Só um, mãe! sim só porque na turma do J já apanharam 3!"




É pá!!!!!! a coisa tá cada vez mais a ficar perto.
Do nosso grupo de amigos já 2 crianças foram "apanhadas" pelo vírus...


É que ó faxavôrzinho, era pedir muito se a "coisa" não apanhasse o meu Rafael??? é que senão a coisa vai ficar muito preta com o miudo internado no Hospital.

Até já tive que lhe começar a "lavar-lhe a cabeçinha" de que se apanhar vai ter mesmo que ficar a dormir uns dias no Hospital (por causa do pavor de dormir fora de casa - pavor ao escuro). É que isto é tudo muito bonito mas não vou poder deixar o miudo sózinho no Hospital!


Na escola do Afonso a coisa ainda se conta por quantos já ficaram de quarentena infectado com o H1N1...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Eu por cá tenho um segredo


...

o tocar e ouvir as pessoas,
o comunicar com a sua dor ou desconforto,
o rejubilar com as suas conquistas ou alegrias,
o poder ajudar seja com a minha experiência seja com o meu conhecimento...

é o que verdadeiramente me dá aquele brilhozinho nos olhos!




Ando roídinha por uns pensamentos anormais
vulgo, fora da minha rotina, do meu normal
Ando numa de querer mudar de rumo profissional
completamente diferente daquele que me pertencia
Mas que ao mesmo tempo reanima um bichinho antigo
do fazer o outro sentir-se bem, através das minhas mãos
É possível até conjugar futuramente um outro bichinho meu
mexer com grávidas e bebés
Pode até me dar mais liberdade e dinheiro
ou seja tem tudo para dar certo





O único senão que eu vislumbro é a minha saúde... a minha coluna, em especial a hérnia cervical que se se lembrar de me pregar uma partida... deitará tudo a perder e a minha mobilidade dos braços poderá ficar condicionada.

sábado, 24 de outubro de 2009

Ao 7º dia da sua morte


Ainda se vive numa penumbra que abafa a realidade...
Ainda se tenta interiorizar uma falta que se sente, uma presença desaparecida...
Ainda se espera que volte...

Sente-se a sua presença.
Seja nos hábitos, seja em risos que se ouviriam duma presença física, seja na saudade de o não ter.

A certeza da falta de sofrimento aquando da sua separação do físico/ material, apazigua a nossa alma.
Mas a falta que sentimos deixa-nos tristes.

Foram dias muito pesados para mim, mesmo como nora.
Tinha-o como um pai, extremamente presente e por isso sinto muito a sua falta.
Como nora protegi e amparei a sua mulher, a sua filha e o seu filho meu marido.
Afastei os seus netos, meus filhos, de toda a incerteza e dor da espera.

Coube-me a mim contar a morte de um pai a um filho e de um avô a dois netos.
E doeu...
E foi extremamente pesado...
Mas a dor maior foi a de contar aos meus filhos que adoravam aquele avô, tão presente na vida deles, que ele tinha morrido. Sem rodeios ou histórias de encantar, apenas simplicidade e com sentido universal.
... as lágrimas do meu filho mais velho corroeram-me a alma.
... o silêncio e inocência do meu filho mais novo apertam-me o meu peito.

Amanhã temos a missa em nome da sua alma e os netos irão estar presentes.

Paz à sua alma!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Aneurisma na aorta


É uma complicação grave que já levou o meu sogro 3 vezes à mesa de cirúrgia.
Em toda a aorta (torácica e abdominal) existe uma prótese.
A aorta está demasiada "calcada" e "magoada", está sem força de vida... e sem ela não há vida.
Esta 3ª vez o aneurisma na aorta abdominal trocou a volta ao coração forte e saudável.

Estamos a combater o tempo da angustia de uma espera, com pouca vontade de esperar.
O fim já está traçado, menos o tempo que demorará até acabar.

Porque com todos os defeitos que o meu sogro possa ter, sempre foi como um pai para mim... nunca me deixou faltar nada muito menos aos meus filhos... esteve muito mais presente na minha vida, do que o meu próprio pai.
Porque tenho a sorte de ter os melhores sogros do mundo... dói cair na certeza de um fim aos 60 anos...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

SAG - Serviço de Atendimento à Gripe A (virus H1N1)

Afonso

14H35 - Chegada ao SAG
16h30 - Triagem feita por uma enfermeira
16h55 - Nova triagem (falha informática)
17h05 - Atendimento feito por uma médica
clínica geral
...........(com pouca ou nenhuma experiência com crianças, a miudos tão pequenos não é feito qualquer teste para comprovar a presença do vírus)
17h45 - Chegada ao Hospital
17h50 - Atendimento feito por uma pediatra
(excelente atendimento)
18h05 - Saída do Hospital
............ Diagnóstico - FARINGITE
(medicação leve)






Sintomas:

  • Dia anterior:
    rouquidão
  • Noite:
    febre (38.7º - Brufen 06h30) + agravamento da
    rouquidão + dor de garganta + tosse + brônquios obstruídos
  • 11h00:
    telefonema - Saúde 24 (808 24 24 24 - opção 2) - enfermeiro

    mantém estado febril 36.5º - ainda sob o efeito
    do antipirético
    perguntas/ respostas
    não dar qualquer
    tipo de antipirético até chegar ao SAG
    Excelente atendimento.

Eu que andava muito longe da azáfama e alarmismo em torno no vírus H1N1, dei por mim ontem, a perceber o quão dramático e grave pode ser o meu Rafael contrair este vírus, por mais injusto que isto possa parecer, não era o Afonso que me preocupava (conheço o sistema imunitário deste meu filho)
Percebi que em minha casa, não tinha alcóol, nem qualquer tipo de desinfectante (agora na "moda").
Vi que ele pode andar bem perto, inclusivamente já apanhou gente do nosso grupo de amigos "íntimos", e... tive medo.

Numa manhã tive que organizar e desorganizar vidas independentes da minha, para o caso de se comprovar a Gripe no Afonso, para que pudesse afastar o meu Rafael deste perigo. Já tinha tudo controlado, para o caso de ser.
Ainda bem que não era... ok, talvez para já, mas talvez nem apanhe.
Se o meu Rafael ficar doente à conta deste vírus, terá que ser internado, porque ele é doente crónico e portanto de risco. É asmático, tem rinite, é alérgico à penicilina e não pode tomar Ventilan... que belo mix!
Estava mesmo muito consciente que apenas acontece aos outros...
Ontem tive um "abre olhos".

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Notas soltas:

SAG - zona de impacto
Pessoal médico e não médico a assar debaixo de pelo menos 2 camadas de roupa sintética, luvas que fazem transpirar, máscaras incómodas até dizer chega... e mesmo assim a trabalhar.
É um ambiente pesado, com crianças meio assustadas com tal aparato e pela forma como se isolam as pessoas (sem música e sem TV para distrair as horas que vão passando... e uma pessoa a assar).
Um bem haja aos dispensadores automáticos de gel alcoólico! muito o meu Afonso se distraiu à conta daquele automatismo :D
Tal era a exigência da higienização, que havia uma senhora sentadinha à porta da única wc disponível, pronta a limpar aquela divisão após a saída das pessoas
(pormenor).
Falha importante --- deveria haver 2 salas independentes, uma só para adultos e outra para só para crianças. Os sintomas e a forma destes se fazerem notar nas crianças são diferentes dos dos adultos, por isso são mais os adultos efectivamente infectados do que as crianças que são encaminhadas para este serviço por exigência de uma série de planos, e que acabam por estarem mais expostas.

Sala da Gripe na Urgência do Hospital:
Serviço extremamente bem organizado, com atendimento pessoal, simpático, directo e rápido.
Não deixa de ser confuso o aparato de gente completamente tapada a vir buscar a criança à sala comum... basta imaginar a visão de alguém com apenas alguns anos de vida e com pouco mais de 1 metro de altura.
Resta aos pais ajudar a criança a ver tudo aquilo como uma nova forma de o ajudar a ficar bom.

Ficou a experiência.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Resultados nas novidades

Ensino Pré-Escolar 2009/2010
5 anos

Hoje foi o 2º dia, hoje tivemos direito às primeiras lágrimas a escorrerem pela bochecha.
A primeira semana foi composta pelo complemento, pelas auxiliares desse mesmo complemento, por vezes a auxiliar principal ía à sala para os ir conhecendo pouco a pouco.
Ontem foi o dia oficial do começo das "aulas" dos pequenitos.
Nova sala (ao lado), nova "professora" e auxiliar.
Novos brinquedos, desta parte ele gosta, é uma sala mais completa.
Mas houve miudos que não estiveram na semana passada, ou seja, choram.
O meu que estava preparado para a coisa... não resiste a chorar ao ver outros a chorarem.
E mais beijinhos e mais abraçinho, e mais "não te esqueças de me vir buscar, ok?".
Tadinho.
Muita conversa (2 minutos) e digo-lhe, "tem que ser, filho", e combinamos encontrarmo-nos na janela (do lado contrário à porta), para que mais meninos e respectivos pais, possam entrar.
Pela frestinha da janela conseguiamos ouvir-nos um ao outro.
Conheço o meu filho e ele tem que ficar sem chorar, porque se for contrariado consegue correr atrás de mim, especialmente se alguém o tenta agarrar, se fosse comigo também me iria sentir presa e obrigada... que horror!
Conversei, expliquei-lhe que o ía buscar depois do lanche, disse-lhe que ele não podia ir para casa (como me pedia), porque o mano também não estava lá e eu tinha que ir trabalhar para ganhar dinheirinho para poder comprar-lhe a "bracelete dos transformers" que ele tanto quer.
Por uns segundos ao olhar para uma lágrima a correr-lhe pela cara abaixo, com um vidro a separar-nos, senti um aperto no estômago... mas ele já tem 5 anos e compreende as coisas.
Com conversa de mais 6 minutos a coisa compôs-se, ele foi assoar-se e eu disse "até logo, môrzinho".

5º ano do 2º Ciclo 2009/2010
10 anos e meio
Ao 3º dia de manhã sai do carro, na rua perpendicular à da escola, atravessa na passadeira e entra na escola, sózinho.
Quando sai ou à hora do almoço ou ao final da tarde, sai sózinho da escola e vai ter comigo à dita rua perpendicular à escola.
Sem qualquer contacto visual... é um grande passo para mim e acredito que para ele também.
É um largar para o encontro de uma responsabilidade.
Estou a prepará-lo para que depois possa ir a pé fazer um trajecto bem maior.
Está a gostar das novas responsabilidade, sente-se mais adolescente.
Tem uma meta como objectivo profissional que pretende alcançar, e isso é extremamente positivo! Compreende a escola como um meio para alcançar um fim, o que foi sempre muito pretendido e ensinado por mim.
Gosta dos intervalos e gosta de ficar com os colegas o máximo de tempo possível, nem que para isso em vez de usufruir de 2 horas para almoçar, basta-lhe uma e a outra é passada na escola.

Chegar a esta etapa requereu da minha parte um grande planeamento, falo de 6 anos de organização e disponibilidade.
É um trabalho constante o educar para a escola, explicando a sua função e não criando um melodrama sobre os problemas políticos entre o pessoal docente, pois não lhes diz respeito como alunos.
Acredito que é demasiado importante o acompanhamento dos alunos no 1º ano de escolariedade, o mostrar entusiasmo por ver os materiais escolares, conhecer os livros, muito antes do início das aulas.
Entusiasmo escolar é muito importante para os focar nos objectivos.
A escola é um meio.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Rafael - 1º dia

......................................................... 5.º ano ................................................. .......

Tal era a ansiedade da noite anterior que recorri a um anti histamínico bebível diferente do que costumas tomar para a rinite.
Conseguiste descansar.
Acordaste eufórico.

Chegaste à escola cheio de vontade de conhecer, com o espírito de que é a melhor escola onde poderias estar a estudar. Encontraste amigos.
Olhei-te e vi-te cheio de atenção, a absorver o máximo que conseguisses.
Deixei-te ir e deixei-te ficar com o meu coração de mãe o mais descansado possível.

Fui-te buscar e estavas enquadrado, feliz da vida, histérico para me contares cada pormenor daquilo que outrora também foi meu.
Continuas extasiado com a mudança, seja de sala de aula, seja de carteira, seja de professores, seja de novas responsabilidades.


Tiveste colegas mais velhos a mostrarem-te os recantos da escola e algumas regras que deverás cumprir.

Tens professores que foram meus professores e até meus colegas.
Quando lá andei sempre fiz tudo para poder estar lá o maior tempo possível, porque sempre me senti: bem, protegida e cuidada.
Quando deixei esta escola, pude comprovar a grande diferença do ensino público e daquele ensino... senti muitas saudades, das regras, dos costumes, do respeito, carinho e atenção de todo o pessoal docente e não docente... da educação.
Voltei para poder terminar os sacramentos, voltei para ajudar aos Sábados. voltei para fazer parte dos antigos alunos, voltei para escolher quem consagrasse ao meu matrimónio... voltei para entregar o meu filho.

É uma escola diferente, onde o aluno e a sua educação estão sempre em primeiro lugar.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Afonso - 1º dia

.......................................................... Pré - Escolar ..............................................


Correu dentro da normalidade.

Muito miminho, algumas lágrimas e pouca vontade de ficar num espaço novo.

Valeu a salinha do complemento à família (antes do início das "aulas") ser mesmo ao lado de onde o mano costumava ficar, por isso ele acabou por preferir ficar com as auxiliares de lá.

Comeu 3 colheres de sopa e uns bocadinhos de massa e carne.
Mas parece que acordou com a auxiliar da sala dele que amanhã comia 5.

Quando o fui buscar, estava contente, e quando eu lhe perguntei se tinha gostado da escolinha nova ele fez-me um sorriso de orelha a orelha, como só este meu filho sabe fazer... e assim me disse tudo!

Estragou-me o dia, saber que me queriam fazer passar por parva, ao quererem me cobrar um valor extraordináriamente mais alto do que aquele que efectivamente me compete pagar.
Claro que tive que levar uma carga de nervos para casa, desembrulhar uns Decretos Lei e uns Despachos na net, e saber os endereços de e-mail correctos... para poder ter a confirmação de quem manda... assim está melhor.
Amanhã "me aguarrrrrdem!!!

domingo, 6 de setembro de 2009

Rescaldo da festa


Ainda dos 5 anos do Afonso.
Hoje foi a festinha com os amigos pequenos, grandes... e caninos!
Adorou!
Ao ar livre!

sábado, 5 de setembro de 2009

As escolas deles - novas etapas


Este ano lectivo tenho 2 estreias.
Foram 2 escolhas meticulosamente e pacientemente planeadas.

É muito bom receber a confirmação de 2 projectos muito ansiados por mim.


O pequeno vai entrar para o Jardim de Infância da EB1 onde andou o irmão durante estes últimos 4 anos. Começa na 2ª Feira.
O grande vai entrar na minha escola dos grandes. Como "é minha" ele tem direito a muitos professores "meus". Começa na 6º Feira.

É um passo muito grande para ambos e estou muito feliz por eles e pelas escolhas educativas que fiz.

Para tudo estar bem, precisava de um bom empurrãozinho profissional para mim, que já bem mereço, em vez deste sacrifício que está a ser gerir os encargos com os livros, equipamentos e materiais escolares dos 2.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Parabéns filho



5 anos de ti

P a r a b é n s filhote!