quarta-feira, 21 de abril de 2010

Escorrega acima


Se há coisas que não consigo entender é porque raio é que alguns pais, nos parques infantis, ficam com ar de "mete nojo" quando vêm alguma criança (como os meus) a subir pelo escorrega acima, sem ser pelas escadas?

Será que não se lembram de estar do outro lado?
Eu lembro-me! e adorava!! nunca estraguei nada, se bem que no "meu tempo" os parques infantis não eram tão abundantes como hoje em dia, nem sequer tinham a qualidade dos de hoje. :)

De referir que eu detesto estar em parques infantis atolhadinhos de gente, vou sempre a horas "indecentes" (porque posso), ou passo a outro parque.


Mas afinal qual é o mal?

Suja?
então mas qual é a criança que sai limpa e cheirosa da brincadeira de um qualquer parque infantil?
Estraga?
o quê? os ténis riscam?
Empata?
os que querem também descer? ok, então é para isso que existem os paizinhos e o "à vez"
Perigoso?
depende da idade, quando são muito pequenos há que estar sempre em cima e escolher o parque melhor para a idade da criança.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Cabelos

Confesso que sou adepta dos cabelos compridos.
Quando conheci o meu marido ele tinha cabelo comprido :)

Não tive uma menina, mas os meus meninos têm carinhas larocas e ficam bem de cabelo grande.
Há nas escolas primárias, uma pressão para os miudos usarem só e apenas cabelos curtos, coisa que eu abomino (a atitude em si). Acho estupida aquela crença de que os cabelos curtinhos são melhores para o calor - - qual quê?! eu não rapo o meu cabelo porque é Verão! Pfff preconceitos!

Ambos os meus filhos têm remoinhos no cabelo, o que dificulta a apresentação demasiado curta.
Modéstia à parte sou eu quem lhes corta melhor o cabelo, quando vou com eles a cabeleireiros tenho que estar sempre em cima, porque detesto que os meus filhos passem por figuras ridículas, quando eu sei que não se pode cortar mais do que x cm naquele determinado sítio do cabelo porque depois não há nada que baixe o remoínho.


Estas modas actuais dos miudos, eu gosto, do ar dos anos 80, o comprimento nos cabelos masculinos, o movimento, o brilho e o ar saudável dos cabelos.

Justin Bieber é o ídolo aqui dos meus putos.
Com ele vem o cabelo, claro está.
O secador no cabelo do meu Rafael, as madeixas, a escova para enrolar, o escadeado para lançar na cara com um movimento do pescoço - tudo isto eu tinha paciência (se ele se portava mal, estava tramado porque não lhe fazia), mas agora ele(s) queria(m) o cabelo igual ao do Justin.

O Rafael queria ir ao cabeleireiro (porque diz que é mais rápido do que eu), e eu avisei-o de que aquele corte era muito desbastado na nuca, mas para ele estava bem, era assim que queria.
Claro está que o meia leca também queria - - "mas ó filho, tu ainda não tens idade para andares com tiques na cabeça!" - - "ohhhhh vá lá mãe!! quero um cabelo igual ao do jasti biabar".

Ao comprar uma revista onde a tal vedeta cantora aparecia, já estava o molde feito para apresentar ao dito cabeleireiro.
Entre o cabelo do Justin e um rapado com crista, consenti (a muito custo) o Justin como modelo para o corte de cabelo do Afonso (melga não se calava).

CUSTOU-ME HORRORES!!
Adoro ver o Afonso de cabelo grande e fica-lhe mesmo bem!
Tem o cabelo lisinho, brilhante, com movimento - - 5 estrelas
Cortá-lo?! Ainda consigo sentir o murro no estômago.
O cabeleireiro ria-se.
Ele amou!
O Rafael ficou com o cabelo igualzinho ao "molde escolhido", mas ficou decepcionado - - porque achava muito curto a trás, porque não está com tanto movimento... enfim - ele é que tinha escolhido!
Eu a ele gosto de lhe ver! Mas ao Afonso...

Estou sempre a pensar - - - vai crescer, vai crescer!





Hoje de manhã, claro que teve que haver sessão de secador e de espuma, porque cortaram demais atrás ao Afonso e o remoinho levanta tudo...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Irmãos de amor




Lutas
Abraços
Gritos
Cócegas
Choro
Gargalhadas


São assim os meus filhos 15h/ 7d





uffffff que saudades que eu tinha das escolas deles...

quarta-feira, 31 de março de 2010

Passeios com Sol



curtos mas bons

terça-feira, 30 de março de 2010

Escape

SÓ MEU
sem filhos
sózinha
.
o meu TEMPO
o meu LIMITE
.
leveza de espírito
inspirar o silêncio
expirar a calma
.
foto de hoje by Rafael

quinta-feira, 25 de março de 2010

Decepção

Saber que tudo acontece por um motivo
E sentir que sou obrigada a ficar nesta posição
Perceber que mesmo que corra bem
Algo mais forte teima em me manter assim
Procuro uma justificação e não encontro
O porquê de não conseguir sair deste desemprego
Recebo respostas escritas com os melhores elogios
Mas sem uma escolha que me beneficie
O tempo urge e eu sem conseguir ver os sinais
Para onde me querem levar
Quem me guia
Um sinal
Onde

terça-feira, 23 de março de 2010

Ares primaveris

Já fazia falta por estas bandas...

A outra foto do blog estava desactualizada 2 anos!! O tempo teima mesmo em passar :)


Nova foto + nova música
Agora Sr. S. Pedro -> faz favor de nos dar Solinho!!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Eles


___ crescem
________pulam
_____________cantam
e
______________riem


literalmente
.
.
.

Hoje, dia do Pai... faz falta o avô e pela primeira vez em 5 meses de saudade vou ao cemitério porque quero. Sem companhia, apenas eu. Porque hoje dia do pai, o nosso pai não pôde ir à escolinha do Afonso, e porque em substituição dele podiamos outrora contar com o avô... não o temos.
A inexistência da carne, disperta-nos uma saudade imensa da alma...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Porque


Viver é saber...
que por trás de nós está uma luz
que na sombra escondemos segredos
que projectamos aos outros uma mescla de sentimentos
Saber viver é...
aprender com as experiências de terceiros
acreditar nas nossas capacidades de luta e coragem
misturar conhecimentos e pessoas
Porque nem sempre conseguimos ver, nem conseguimos fazer tudo sózinhos e nem sempre somos felizes, é imperativo vivermos ansiando o melhor do ser humano, seja com acções próprias, seja educando pedaços de nós, seja ensinando com a partilha de experiências de vida, sem a ganância do protagonismo ou da ribalta.
Para vivermos bem, basta simplesmente, não estarmos sózinhos, não acreditar que somos donos e senhores da nossa própria vida e não ambicionarmos sem batalhar.
Mas porque é que mesmo sabendo tudo isto, nem sempre me é aceitável continuar a procurar, continuar a batalhar, arrombando portas que me teimam em fechar, esgravatando gavetas que me deixam com fundo falso...
Hoje sei viver como nunca minguém me ensinou, e isso calejou-me e me enrijeceu - mas não vejo quaisquer mais valias nisso.
Porque as rasteiras também magoam, também deixam marcas... nem sempre só nos dão força de vontade, por vezes também nos atordoam a coragem... e porque eu já levei tantas e porque quando a realidade nos bate forte, a sensação de dormência transparece É QUANDO ME SAIEM POST DESTES...........................................

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Lucidez surreal sentida


Não acredito...
Na minha idade, nem na idade dele.

Não compreendo...
Como me sinto igual, como o vejo tão meu.

Não considero...
Que onze anos possam já ter passado.

Como é isso possível se eu me vejo tão miúda... apenas caio em mim quando olho para ele e o vejo tão crescido.

Sou obrigada a fazer contas, a ver que cada vez mais ele será mãe-ó-independente, irá construir os sonhos dele, terá os seu próprios obstáculos e fará a sua própria vida, a sua própria família...

Tal qual como eu fiz................................ ontem!
É isto que sinto, a leveza do passar do tempo, que teima em caminhar na vida dos meus filhos de uma forma inaudível e imperceptível, que me desorienta o ego e que mortifica a essência do meu viver...
Sinto que acordei adulta, completamente estremunhada.
Sou sacudida por lembranças do outrora meu bebé, para crer que aquele ser quase do meu tamanho, com pensamentos seus, ideias suas e a iniciar as suas justificações, é realmente meu filho.
Noto nele tudo o que lhe ensinei.
Encaixei-lhe o melhor de mim e o melhor que aprendi e ouvi.
Ele reformulou e tornou-se ainda melhor, com virtudes incomensuráveis, personalidade própria e sentido de humor e de responsabilidade. Simplesmente impossível de repetir o molde.
Julgo que o preparei bem para a entrada na adolescência, na montanha russa de novos sentimentos, novas sensações, novas ambições e novas batalhas.


..........

E assim, da mesma forma que me abismo com o ser mãe de um rapaz de 11 anos, consigo encher-me de força para o libertar ainda mais para o mundo.

.........

E assim, estamos a 4 dias da comemoração do seu décimo primeiro aniversário... e é impressionante a velocidade com que este último ano passou por mim, por ele, por nós.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Friorenta assumida

É por estas e por outras que a minha querida sogrinha me deu esta ma-ra-vi-lha!

Adeus pés frios!!

Até dorme comigo :D
Sim, porque isto de nem sempre se ter um aquecedor-humano-vulgo-marido, sempre a jeito para me aquecer os pés, tinha que acabar!

É chato porque não posso sair do mesmo sítio, ok! mas compensa imenso o mau estar de se ter os pés gelados, que eu cá tenho muita má circulação e ando sempre com os pés e pernas gelados.
É bom porque o tempo que uma pessoa leva sentada ao computador, dá para estarmos quentinhas!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Salvamento - um final feliz


Não senti medo
Não senti as mãos a tremerem
Nem senti que andássemos em câmara lenta
E isso fez-me sentir que estava a ser guiada
.
Consegui acudir uma pessoa dentro de um carro capotado.
.
A visão é aterradora, mas fui invadida por uma calma que me permitiu ajudar com consciência dos meus actos.
As portas estavam trancadas e eu fui a 2ª pessoa a chegar, enquanto a 1ª pessoa (homem) corria a pé em direcção ao carro, eu encostei o meu carro e corri também.
O senhor de idade estava consciente e não estava ferido, mexias as pernas e os braços, debatia-se para tentar sair, assustado.
Sentiu-se assustado, sem compreender como tinha acontecido o acidente (sózinho).
O carro estava trancado, mas felizmente era um carro antigo e a porta da bagageira estava aberta, foi por aí que consegui baixar os bancos dando espaço para que o outro senhor conseguisse baixar o banco do velhote, de forma a se conseguir puxá-lo para fora do carro.
Entretanto chegou um carro da polícia prisional e ao vê-lo pedi que ajudasse a puxar o senhor (pois pesava muito e o guarda prisional tinha "bom cabedal").
Conseguiu.
Coloquei a alcatifa do porta bagagens no chão para sentarmos o senhor.
Nessa altura chegou uma enfermeira que falava com o senhor e disse que não havia necessidade de o deitar).
Alguém chamava o 112.
Tirei o triângulo e coloquei-o na via de forma a trancar a estrada - que é estreita.
O senhor disse que tinha uma filha mas que não era preciso chamá-la, para ela não se preocupar.
Estava muito preocupado com o estado do carro.
Alguém disse - eu não tenho saldo quem é que pode ligar para a filha do senhor?
Eu! disse imediatamente eu.
Nessa altura vi aquilo que nunca tinha vivênciado... um molho de uma dúzia de pessoas a dissipar-se.
O cartão era antigo e o número do local de emprego da filha já não existia ou estava desactualizado, porque ninguém atendia de nenhum dos 2 números do cartão.
Chegava a ambulância do INEM e o carro dos Bombeiros.
Liguei para um outro Hospital do mesmo grupo e consegui o novo número.
Liguei e esperei até que me atenderam. Expliquei a situação de acidente de capotamento com um senhor de idade, depois da telefonista me confirmar que a filha trabalhava lá, mas que há 6ª feira não. Que bom, pensei eu! Voltei a explicar à telefonista que era necessário que um familiar se responsabilizasse pelo senhor. Deixou-me á espera mais de 6 minutos e acabou por me dizer que não podia dar o contacto da filha, mas que eu lhe deixasse o meu contacto que ela iria tentar contactar a filha do sinistrado.
O paramédico perguntava-me se já tinha conseguido falar com a filha.
Ouço alguém comentar que o senhor já tinha 92 anos e que não compreendiam como ainda conduzia.
92 anos?! nunca pensei que tivesse tanta idade.
O senhor J estava consciente, falava bem, tinha a pressão só um pouco elevada e continuava a não querer que falássemos com a filha.
A GNR já estava no local.
Liguei ao meu pai para me dar o número da assistência em viagem da companhia de seguros do senhor J, que apenas tinha os dados do exterior da viatura.
Voltou a ligar-me e eu anotei o número.
Liguei para a assistência em viagem. Perguntas sem sentido após explicar a situação complicada de capotamento. Ficaram com os meus dados que me voltavam a contactar.
Junto à ambulância o GNR confirmava que a carta de condução do senhor J caducava em Abril.
5 minutos depois recebia o telefonema deles onde insistiam que tinham que saber o nome do senhor, corri para a ambulância e confirmei o nome, perguntava alguém do outro lado da linha para que oficina queria que o carro fosse, aqui eu recusei-me e voltei a explicar a situação do acidente, ao que a moça me respondeu que o senhor tinha o seguro da ACP e que iriam enviar o reboque, depois logo diriamos para onde deveriam levar o carro.
Ao olhar para dentro da viatura vejo uns cadernos e tendo em conta que o senhor J não tinha telemóvel, pedi ajuda ao bombeiro para ir dentro do carro ver os cadernos.
Ele tirou-me os cadernos e deu-mos.
Ao folheá-los rápidamente mas atentamente pude-me aperceber que o senhor J tinha uma visão óptima pois escrevi direito cartas, memorandos, notas e até jogos com números, em tamanhos bem pequeninos alguns deles, com vários bolhetins de totoloto.
No 2º caderno, a meio estava uma carta onde no fim dizia "a minha querida filha 21------".
Liguei directo.
Atendeu a empregada, expliquei que tinha havido um acidente com o senhor J, que estava bem mas que precisava de falar com a filha.
Ouço alguém a correr e um "tou!", calmamente disse "dona T peço desculpa, mas houve um acidente de carro com o seu pai, ele está bem não tem qualquer ferimento, mas precisamos de um familiar ...", "sim onde é que está o meu pai?! mas ele está mesmo bem? por favor não deixe que levem o meu pai para o hospital CCG que eu vou já para aí! por favor eu não conheço isso diga-me por favor como eu vou para aí" "pela auto estrada".
Comuniquei à GNR, aos Bombeiros e ao Inem que já tinha encontrado a filha e que ela vinha já.
Trânsito cortado, transeuntes curiosos e a opinar sentenças idiotas.
Os bombeiros e os GNRs conseguiam virar o carro e empurrá-lo.
Caiu direito, empurraram-no para a berma (junto ao meu carro).
O INEM estava inquieto porque não podiam esperar mais.
A filha ligava para mim constatemente.
Perdeu-se, um amigo meu que morava lá perto tentou explicar à filha como ela podia encontrar o caminho.
Pior a emenda do que o soneto...
Entretanto vejo os bombeiros a entrarem dentro do carro e a dizerem-me que a ambulância vai para o Hospital e que não podem esperar mais.
A filha ao ouvir gritava do outro lado, para que eu não deixasse, que aquele hospita era terrível, que ela levava-o onde ela trabalhava e que lhe fazia os exames todos.
Corri e não vi a ambulância.
A filha não sabia explicar onde estava.
Sentia-a nervosa, sabia que estava a conduzir.
Tentava acalmá-la, ela perguntava imensas vezes se o pai estava mesmo bem, sim está!
Vi a ambulância que afinal tinha se encostado na berma e aguardava por mim.
Pedi-lhes para esperarem só mais um pouco, pedi ajuda ao GNR para orientar a filha até ali, então ele falou com ela e foi ter com ela.
O paramédico conversava comigo que se o senhor J não estivesse assim bem ele nunca poderia esperar.
Nessa altura chegava o reboque, tive que ir tirar o meu carro para que ele pudesse levar o carro.
A chave estava com o GNR que tinha ido buscar a filha, a oficina a filha já lhe dizia qual.
Chegam eles, vou para junto da ambulância.
O carro da filha pára atrás da ambulância e corre para abraçar o pai que estava fora da ambulância de pé.
Ela olha para mim e diz "é a Diana?", sou digo eu e recebo em troca um abraço apertado e um muito obrigada dito com a alma.
Percebi apenas naquela hora que a filha já era uma pessoa de idade e lembrou-me de ter pensado que deveria ter ido ter com ela em vez de lhe ter dado instruções por telefone. Era mais do que normal ela estar nervosa demais para processar informações de caminhos.
Mas estava tudo bem.
O reboque encostava mais à frente já com o carro.
Ajudei a abrir a porta para colocar o senhor J dentro do carro da filha T.
Sou médica, dizia ela aos paramédicos e autoridades, e vou levá-lo já para o HC para fazer uma TAC e uns exames.
Despedi-me e vi naqueles olhos de filha uma gratidão verdadeira.
Desejei um resto de bom trabalho aos GNRs e aos paramédicos e fui para o meu carro.
Hoje enviei um sms à filha-doutora-T a perguntar se tinha tudo corrido bem com o pai J.
Ligou-me a agradecer mais uma vez, disse que tinham feito todos os exames e que o pai J estava muito bem, voltou a agradecer dizendo que já não há muita gente como eu, disposta a ajudar. Disse que ela era médica, o marido também e o filho era advogado, se eu algum dia precisar de alguma coisa, que lhe ligasse que ela teria todo o gosto em ajudar. Agradeci e disse que o importante era o pai J estar bem. Um bom ano e muita saúde e obrigada! foram as últimas palavras que lh ouvi.
.............................................................
...................................................................................
Retiro de todo este episódio da minha vida os seguintes ensinamentos:
_
- em acidentes existem muitos mais curiosos neutros e curiosos maus, do que pessoas dispostas abdicar do seu tempo e alguns euros (gastei 1h30 do meu tempo e mais de 5€ de saldo do telemóvel para verdadeiramente - ajudar!
- em acidentes esse tipo de curiosos fazem histórias inventadas, dão nomes falsos às vítimas, inventam-lhes moradas, matam-lhes familiares, querem ver não sei bem o quê, sem interesse nas vítimas. Hoje ligaram-me a dizer que já se dizia pelos cafés que o senhor J tinha morrido (dái o motivo incluso do meu sms hoje para a filha T)
- Num acidente não é preciso público mas sim gente que ajude! Quem estiver a mais é favor seguir a sua vida! Quando precisaram de ajuda para virar o carro, tudo ficou parado de braços cruzados a ver, sem dar uma ajudinha!
- Tanta gente a olhar e a ocupar espaço sem necessidade!! não lhes consigo dar justificação para tal acto! juro!
_
- Ao ver e presenciar o que vi e senti ontem, pude confirmar aquilo que a filha T me disse hoje, mas só espero, tal como lhe disse a ela, que se eu ou algum dos meus um dia precisar de ajuda, que esteja no local alguém guiado como eu fui ontem, capaz de verdadeiramente ajudar.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Enferrujada


Os meus miúdos estão enormes!

O meu "piqueno" faz amigos em todo o lado, implica com o irmão, come bem (até laranja, diz ele todo orgulhoso. na escola), é extremamente carinhoso, já sabe escrever o nome dele e o do irmão.

O meu "grande" está quase do meu tamanho, anafadinho qb, bom aluno, continua super respondão, deixa-me cheia de orgulho por atitudes e comportamentos que tem, implica com o irmão por tudo e por nada.
E os 11 anos aproximam-se rápidamente...



Estas fotos foram algumas das escolhidas para os quadros que fiz com eles até à idade de 5 anos. Fazer e organizar leva muito tempo, mas o resultado final foi estonteante! pode-me ter dado imenso trabalho, mas cada vez que olho para os mega-quadros, acho-os divinais, recomendo!



... às vezes apetecia-me falar aqui, com a mesma avidez de outrora.
Mas as prioridades têm sido outras e a vontade tem se reduzido.
Enquanto que noutros tempos falar aqui era uma terapia eficaz para o meu bem estar psíquico, hoje essa necessidade dissipou-se.

Nada de adeus, apenas um apontamento.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Julgamentos anuais


2009 não foi generoso, nem simpático, nem alegre para mim.
Trouxe-me gente que me desapontou, manteve gente que me desaponta e levou-me gente que nunca me desapontou.
Portanto para mim, 2009 foi muito injusto.
No final de 2009 pude experimentar sentimentos muito pesados e até impensáveis para muita gente.
Quero crer que parte deles me irão ajudar a suportar uma dor maior que se avizinha. Mas viver diáriamente com a certeza de um futuro tem 2 vertentes - a de querer aproveitar cada minuto não como se fosse o último, mas como se fosse o mais importante - e a de me assustar com a presença da morte que tem tanto de natural como de revoltante.
Quero que 2010 me traga força, preserverança, saúde e paciência para conseguir lidar com mais uma ano de aprendizagem de novas conquistas e de novos dissabores.
Quero que 2010 seja muito afectuoso e cheio de saúde para os meus, que lhes dê a eles um eu melhor.
Amén

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Paranormalidades


São fenómenos que nos podem atingir.
São pormenores que nos incomodam.
São situações que nos assustam.
São coisas que se agarram.

É preciso algum jogo de cintura para se enfrentar apontamentos estranhos que planam nas nossas vidas.
É preciso ajudar para nos tranquilizar.

Sou sortuda porque sempre foi um detalhe que fez parte da minha família, por isso tenho uma facilidade em crer mesmo sem ver.
Respeito imenso.
Básicamente porque tenho medo! essa é que é a verdade.

Desta feita tocou-me de perto.
Desta feita já fiz o que tinha a fazer e quer acredite ou não, as melhorias estão visiveis.
Já vou começando a ter o meu marido de volta e é só isso que me importa
____________________________________________________________________

Acreditar num futuro ditado parece algo irracional e descrente.
Quando nos toca a nós, o vermos acontecer algo que há anos atrás alguém nos havia dito que iria acontecer, faz-me crer, respeitar e tentar organizar-me para o futuro.
Ter na familia uma pessoa demasiado querida, transmite-me paz e segurança, ou seja ajuda-me a acreditar sem segundas intenções.

A minha primeira vez foi há 6 anos atrás, agora quis saber como será daqui a 5 anos.
E soube.
Tudo o que há 6 anos me foi dito, aconteceu.
O que me faz tentar me preparar para o que ainda me está destinado. Sem maluquices porque o prognóstico não é cor-de-rosa, mas já o "outro" dizia "quando se fecha uma porta, abre-se uma janela". E é um pouco assim.
Quando somos só nós a coisa até se leva, agora quando um dos nossos filhos está envolvido, já custa um bocadinho, não é nada de mal, apenas uma decisão minha irá magoar o meu filho.
Terei que ter algum cuidado, pois estou a criar uma pessoa, que ficará marcada para sempre pela educação que eu lhe der.
Vai-me obrigar a passar por uma privação tremenda. Mas que estranhamente me está a dar força para me preparar e para poder amparar os meus filhos.

__________________________________________________________________

sábado, 5 de dezembro de 2009

Fantasias


Ainda sonho muito
Sonho acordada

Sonho vidas irreais com pessoas reais
Sonho situações possíveis numa realidade fantasiada

Falo sózinha
Tenho conversas com os meus sonhos

E gosto
Gosto deste meu segredo

Não tenho medo de mudanças
Apenas tenho que ponderar as condições para essas mudanças

Existem alturas em que me sinto mais lucida
E vivo apenas a minha vida real

Outras alturas sonho acordada
Uma vida que estaria disposta a ter.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sem explicação


Filho, o que te aconteceu ontem não se explica, apenas se agradece.




Quase todas as mães e pais podem contar um ou outro episódio nas suas vidas em que vivenciaram um milagre.
Quando tudo apontava para um desastre, heis que sem qualquer tipo de explicação científica um filho sai isento de quaisquer marcas a um acidente em que poderia ter ido parar a uma cama de Hospital.

Posso dizer que eu já vivenciei alguns bons milagres, com os meus filhos, e sempre que tal acontece tenho a percepção imediata de que acabaram de salvar a minha vida - o meu filho.
Enquanto embalo o susto nos meus braços, agradeço.

O primeiro milagre nunca se esquece - tinha o meu Rafael cerca de 5 dias de vida e estava a dormir tranquilamente na alcofa. Eu vou buscar o óleo (500ml - cheio) à mesinha de cabeceira mesmo junto à alcofa. Passo o óleo a cerca de 30 cm da sua cabeçinha e o frasco escorregou-me da mão. Ouço o barulho do frasco cheio a bater-lhe na cabeçinha de lado.
O milagre aconteceu de tal forma que ao pegar instantaneamente no frasco, o meu filho nem um choro deu, nem com uma marca ficou.
E eu agradeci e chorei muito também porque nunca tinha vivenciado nada igual...

Ontem a minha sapateira espelhada com 180cmx90cm cheia de sapatos, caiu em cima do meu Afonso.
Ele como está rouco pouco conseguiu chorar.
O tempo que parece andar tão devagar naqueles momentos, deixou-me tentar tirar-lhe o móvel de cima, quando a parte de cima do móvel estava a atravessar-lhe o corpo (cabeça, braço e as pernas estavam todas por baixo).
Quando agarrei no móvel e senti aquele peso imenso pensei que ele tivesse partido no mínimo um braço, pois seria impossível alguém safar-se assim, porque nem no meio ele ficou, é que apanhou mesmo com o móvel na pior parte possível.
Não consegui elevar o móvel na totalidade apenas o suficiente para que ele conseguisse sair... e ele conseguiu sair arrastando-se.
Fiquei surpreendida por ele ter conseguido porque senão não saberia como o tirar de lá, estávamos no corredor, não poderia pôr o móvel de lado e com ele ali mesmo não conseguiria erguer o móvel.
Peguei nele e tentei enfiá-lo dentro de mim e protegê-lo de qualquer mal...
Queixou-se de um cotovelo que pouco ou nada estava vermelho e explicou que estava a tentar abrir uma gaveta.
Na zona onde lhe caiu todo o móvel nem um vinco... nem uma marca... nada!
E eu agradeci e enquanto eu agradecia incrédula ele quis sair do meu cólo e brincar para o quarto.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Encarecer a educação dos nossos filhos

Ontem enquanto apreciava a reportagem da RTP1 sobre diferentes formas de perceber a procriação, deparei-me com algo que me arrepiou a espinha, o facto de apenas 1 criança de 9/10 anos gastar cerca de 1.000€ mensais só para sua auto contemplação.
Não considero que quanto mais se gasta com um filho, melhor serei eu ou será ele no futuro.
Se educar fosse assim tão linear tudo seria mais fácil de resolver.
Já por várias ocasiões pude constatar que o comboio da vida, muitas vezes não segue a direito, existem curvas no seu percurso e muitas vezes elas são tão apertadas que nos derrubam.

O ser humano tem uma característica universal - o facto de se habituar fácil e rápidamente ao que é bom, prazeiroso, agradável e fácil, quando acontece o contrário o seu eu interior, a sua força é que marcam a diferença.
Um dia podemos não ter tudo, podemos não ter como nem o que escolher, mas temos que ter a capacidade de nos levantarmos batalhando.

Assustou-me aquele valor, confesso. Imaginar que um ser que desde que nasceu vive para si mesmo, aprendendo que basta sonhar e pedir que terá, que conseguirá, sem qualquer tipo de esforço.
Assusta-me apenas o factor global daquela situação e não o pessoal daquela família.

Educar é colocar em pontos, um objectivo final.
Cada ponto significa algo que o educando tem que aprender sózinho, com ajudas é certo, mas aprender é algo individualista e único, para que possa funcionar uma qualquer aprendizagem.
O objectivo é o seu encontro com algo do seu eu interior (educando), sejam apetências sejam interesses.
Educar é sim estimular, mas não só o factor externo.
Materializar a educação torna o educando pragmático, materialista, egocêntrico e individualista.
Racionalizar a educação torna o educando analista, solidário, ponderado e abrangente.

Sei que nem sempre existem boas escolas públicas ao virar da esquina, mas com toda a certeza que num raio de 10 km encontrarão uma, que valerá a pena os km diários.
Actividades extra curriculares com valores simpáticos e acessíveis encontram-se igualmente em escolas públicas boas.
Para quem é céptico, podem acreditar que efectivamente existem!
Se existe muita mistura de raças, educações e culturas nas escolas públicas? pois concerteza, tal qual qualquer parte do Mundo.
Tornar o nosso filho capaz de manter os seus valores e respeitar os outros, sendo capaz de se fazer respeitado é um dos objectivo de educar.

Não sou drogada, não sou mãe solteira (daquelas que têm um companheiro mas que não o assumem perante a segurança social, nem daquelas mães solteiras que são divorciadas e recebem pensão de alimentos, nem daquelas mães solteiras que engravidaram e nunca mais souberam do pai da criança), não sou cigana (daquelas que vivem em barracos junto aos postos de elctricidade e fazem uma puxada), não!
Sou uma pessoa completamente normal, que me enquadro na grande maioria das famílias portuguesas que não vivem na pobreza mas que também não pertencem ao estatuto daqueles que ainda sobra dinheiro para umas férias fora do país.

Posso dizer que mensalmente gasto com os meus 2 filhos 180€, que incluí:
Rafael (08h00 - 17h00) A escola está aberta das 07h30 às 20h00 sem custos acrescidos
= escola pública de qualidade + almoço + lanche + basket + informática + dinheiro no cartão da escola + telemóvel
Afonso (09h00 - 18h00) Sim, aqui requer alguma flexibilidade de horário (no 1º ano será melhor)
= ensino pré escolar público + prolongamento + férias escolares + almoço + lanche + natação + tai-chi

Posso acrescentar umas idas ao cinema, uns fast-foods, umas gomas ao fim de semana, uns livros, uns jogos, uns brinquedos, como complemento materialista.
Posso também acrescentar uns passeios em família, umas pescarias, umas pedaladas, uns jantares e cafés com amigos, umas visitas a familiares, como complemento racional.

Claro que nem sempre em quantidade que EU OU ELES QUERÍAMOS, mas tento organizar o melhor que consigo o tempo, os horários, as disposições e as verbas disponíveis, para que possamos ser hoje mais felizes do que ontem!



segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A gripe A e as Escolas dos meus



Hoje senti algo quando o meu Rafael me diz:

"mãe! sabes quantos colegas meus já apanharam a gripe A??"

(gluppp, então e aquela cena de se contar quantos já foram "apanhados pela gripe A, na Escola!????)

"Só um, mãe! sim só porque na turma do J já apanharam 3!"




É pá!!!!!! a coisa tá cada vez mais a ficar perto.
Do nosso grupo de amigos já 2 crianças foram "apanhadas" pelo vírus...


É que ó faxavôrzinho, era pedir muito se a "coisa" não apanhasse o meu Rafael??? é que senão a coisa vai ficar muito preta com o miudo internado no Hospital.

Até já tive que lhe começar a "lavar-lhe a cabeçinha" de que se apanhar vai ter mesmo que ficar a dormir uns dias no Hospital (por causa do pavor de dormir fora de casa - pavor ao escuro). É que isto é tudo muito bonito mas não vou poder deixar o miudo sózinho no Hospital!


Na escola do Afonso a coisa ainda se conta por quantos já ficaram de quarentena infectado com o H1N1...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Eu por cá tenho um segredo


...

o tocar e ouvir as pessoas,
o comunicar com a sua dor ou desconforto,
o rejubilar com as suas conquistas ou alegrias,
o poder ajudar seja com a minha experiência seja com o meu conhecimento...

é o que verdadeiramente me dá aquele brilhozinho nos olhos!




Ando roídinha por uns pensamentos anormais
vulgo, fora da minha rotina, do meu normal
Ando numa de querer mudar de rumo profissional
completamente diferente daquele que me pertencia
Mas que ao mesmo tempo reanima um bichinho antigo
do fazer o outro sentir-se bem, através das minhas mãos
É possível até conjugar futuramente um outro bichinho meu
mexer com grávidas e bebés
Pode até me dar mais liberdade e dinheiro
ou seja tem tudo para dar certo





O único senão que eu vislumbro é a minha saúde... a minha coluna, em especial a hérnia cervical que se se lembrar de me pregar uma partida... deitará tudo a perder e a minha mobilidade dos braços poderá ficar condicionada.