sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Subsídios injustos

Como quem não quer a coisa, se existisse um escalão familiar de acção social para todos os desempregados, penso que acabaria uma lacuna grave (umas das) da nossa sociedade.

Se tenho um escalão entre a "pobreza" e a "riqueza" que já não me dá quaisquer ajudas escolares para os meus filhos, e se nem com a carta que comprova que estou desempregada o SASE da escola pública aceita rever o meu caso... então é normal que me sinta injustiçada com os "imigrantes," os "ciganos" e as "porcas"...
Sim, são aqueles que detém a grande (se não totalidade) dos subsídios de apoio, muitos nem sei o nome, mas as pessoas que desse escalão fazem parte sabem-nos na ponta de lingua.

Subsídios que me transformam... subsídios que fazem com que sinta discriminação no meu próprio país, país esse que adora bajular e fazer-se de "bem" para o estrangeiro, país esse que esconde os direitos das crianças ao tornar cara a educação no nosso país...
País esse que tenta a todo o custo manter vivos os dependentes de subsídios.

Todos os subsídios deveriam ser temporários, justos e verdadeiros.
Deveria existir pessoal do Estado a investigar cada caso, não só pelo papel (porque há gente a declarar no IRS coisas inconcebíveis), mas indo ver as casas, os carros e todos os bens superflúos. Deveriam balancear tudo e todos, os que nada têm, os que batalham diáriamente para terem, os que usam os filhos para viverem de subsídios, e os que educam os filhos para serem homens respeitadores e justos.

Ver estas injustiças, viver estas injustiças fazem-me ver sentimentos comuns a todo o mortal mas que só os conseguimos sentir quando somos postos à prova perante uma realidade dura de suportar.

Somos todos diferentes sim, mas há que educar para o melhor não para o pior (dando como exemplo engravidar cedo, ter pelo menos 4 filhos, trazê-los de arrasto, utilizá-los para pedinchar e rir na cara de todos os enganados que todos os dias se levantam para trabalhar, pagam as suas contas e se entristecem por não poder custear mais um descendente).

Os imigrantes (pretos, loiros, morenos ou brancos) são ajudados porque entram no nosso país para trabalhar naquilo que os portugueses não querem (dizem... não me parece que seja assim, posso nomear inúmeros locais em que é super dificil entrar como funcionária e vemos sotaques a trabalhar por lá... pois) e enriquecer o nosso país (que bela descrição técnica), quando já cá estão legalizados e têm filhos cá, é-lhes entregue um subsídio bonzinho porque como declararam muito pouco é-lhe atribuído o escalão mínimo (não que eles só tenham recebido aquilo, lembremo-nos das empregadas domésticas que não apresentam o que ganham no IRS), têm todo o material escolar pago, alimentação a custo zero e subsídio de transporte. Quem tem filhos nos seus países de origem pode trazê-los para cá, que o estado custeia, até a viagem se se souberem "mexer" bem com a burocracia. Depois passam a ter vários filhos, porque estas mulheres fecham os olhos às pilulas e preservativos entregues gratuitamente nos centros de saúde, e porque sejamos sinceros, ter filhos mantém-os no fantasiado escalão de miséria e com boas quantias depositadas pelo Estado mensalmente nas suas contas. E o futuro destas crianças será qual? umas salvam-se da "hereditariedade" outros copiam os seu modelos... mas mudar para quê?

Os ciganos vivem num mundo à parte e sempre o fizeram. O Estado fecha os olhos e deixa-os roubar electricidade, água, finge que não ver os LCD nas barracas ou os BMW estacionados à porta da barraca. Imaginem qual o escalão desta gente? pois está claro...

As porcas, são uma designação minha. Ou seja são as belas das portuguesas e portugueses que vivem na miséria básicamente porque querem, porque gostam! são mulheres e homens que tiveram traumas nas suas infância e que não os souberam ultrapassar. Vivem rodeados de filharada suficiente para os manter no escalão da miséria. Não procuram melhorar as suas vidas, não se entregam a um emprego melhor, não anseiam objectivos nas suas vidas, tem pouca ou nenhuma higiéne alegando falta de dinheiro. Vivem porcas porque desta forma têm não só as escolas dos filhos paga, como também sacos de alimentos das Instituições para o efeito. Muitas destas mulheres (novas) sofrem violência doméstica, ensinam às filhas como se deve esconder e respeitar os maridos, têm medo de mudar e falta de coragem para se amarem...

Os subsídios de miséria deveriam ser dados pelo nosso Estado com data limite, como provisório, como ajuda para melhorar o nível de vida destas pessoas.
Lembremos-nos dos homens que vivem nos cafés (tabernas) o dia todo (ou a tarde toda) a beber vinho, digestivos ou cervejas, sempre acompanhados do seu tabaco viciante... mensalmente deverão custear a sua miséria com uns bons 200€.


200€ é aquilo que eu estou a mendigar para deixar de pagar mensalmente, se o meu filho de 4 anos entrasse para o pré escolar público, porque quero trabalhar agora! e não quando o meu subsídio de desemprego terminar.
Não peço subsídios, peço uma vaga para poder continuar a batalhar por uma vida melhor, um futuro melhor para os meus filhos, para criar e educar 2 homens que enriquecerão este meu país tão cheio de injustiças e falsas verdades...

Desgraçados dos nossos velhos... um dia também serei um deles...
Não sou racista nem xenófoba.
Sou uma portuguesa (como tantas outras) vítima de discriminação, simplesmente por ser portuguesa, branca e querer trabalhar tendo como ordenado mais do que o vencimento mínimo nacional.

Mas eu vou dar a volta por cima, ai vou VOU!
E já agora... obrigada Estado Português por me dar o subsídio mínimo de desemprego para poder dar de comer aos meus filhos, depois de ter levado uma rasteira dos meus patrões e enquanto procuro um novo emprego.

5 comentários:

Anónimo disse...

Tens toda a razao minha querida amiga, vivendo agora noutro pais vejo as coisas melhores, e se me perguntares se quero voltar, aminha resposta e nao!
Mas um dia terei de voltar e enfrentar as mesmas dificuldades que estas a passar.
Mas vais conseguir mais uma vez dar a volta por cima, acredito nisso.
xanasofia

Pemi disse...

Realmente é de ficar triste com um país assim.Mas vais dar a vlota, tens força para isso.
Vai á luta , e não mendigues os 200€ EXIGE.

beijinhos
Pemi-Daniela

sandracosta disse...

Tens toda a razão.
Não ´s racista nem muito menos xenófoba, mas sim muito realista.
Vivemos num país de merda (se me permites, senão DESCULPA!)!!!
Não mendigues, EXIGE!!!
Se os outro têm direito a subsidios, nós contribuites, mais que ninguém, temos o dever de exigir!!!
Beijos
Sandra

Patrícia disse...

Mas se o teu filho fosse imigrante ou cigano entrava logo, porque era "minoria", isto foi dito na minha cara por uma responsável escolar. São uns filhos da p***. Tantas terias para contar... mas agora não temos tempo...

os bolinhos da sofia disse...

Ola Diana, vim conhecer o teu cantinho e esta mt bom, dizes mtas verdades... olha eu propria gostaria de ficar com os meus filhos em casa ele da 200 e tal euros a uma ama da seg social mas se fosse a mim n me daria esse dinheiro, acho injusto! e tb para n falar das mensalidades na escolinha de pessoas k passam avida no cafe, outras sao umas, porcas, coitadinhas, etc... mas trabalhar e declarar o k se ganha é k nao e pois ta claro pagam o minimo e quem trabalha e desconta tem mensalidades parvas.

bjs

Sofia